quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Reencontro.

oi...
tchau.



...


Oi.

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Manto Invisível

Antônio acorda na mesma hora em que muitas pessoas então indo dormir. Escova os dentes, toma banho e veste seu manto invisível. Ele é lixeiro.
Começa sua jornada recolhendo o lixo que os outros jogam no chão. Recebe um salário mínimo, ajuda o meio-ambiente e não ganha nenhum mérito por seu trabalho. Em vez disso, muitas pessoas passam por ele como se não existisse, apenas o seu trabalho.
Porém, Antônio já percebeu que não é sempre assim. Ele só é percebido quando precisam muito dele para recolher o lixo da rua, mas quando não está suja, nem ligam para sua existência.
Pior do que ter uma desavença com alguém, é ser ignorado por muitas pessoas em uma sociedade ignorante.

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Interpretação do conto

http://www.youtube.com/watch?v=6YqnKTO7drY

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A história Continua.

Era a quinta vez sexta vez que os ponteiros se encontravam desde a meia noite quando fora dormir. O quarto era invadido por alguns timidos feiches de luz e o despertador não cansava de chamar Lucas que ja estava acordado e simplesmente o ignorava. Dirigiu-se ao banheiro e com o olhar de quem nao se importava, olhou no espelho por alguns instantes e tentava mudar o final da história que assolava sua  mente todos os dias. Ele não queria aquilo. Definitivamente.
Valentina olhava tudo de longe, o suficiente para Lucas não a notar. Acompanhava cada passo seu, com o olhar de quem realmente se importava, e o nó na garganta apertava ainda mais a cada dia que a distância aumentava. Ela não queria aquilo. Definitivamente.
Lucas não trabalhava, não estudava, comia por necessidade e falava somente quando necessário. A única coisa que lhe trazia algum prazer era dormir, era quando se reencontrava com Valentina. Se privava de seu único prazer, pensava nao merecer. Lucas parecia sentir prazer na dor do arrependimento, na culpa aparente.  Não buscava em momento algum distrair sua mente com outra coisa qualquer, seu pensamento era fixo em tudo que passara com Valentina. Naquele dia que Ela foi embora, ele foi junto. Era noite, o final do final de semana mais incrível da vida deles.
Valentina acompanhava o sofrimento de Lucas, e tentava todas as noites se encontrar com ele. Sem sucesso. Se esforçava ao máximo para fazer os dias de Lucas um pouco mais felizes, sabia que a culpa nao era dele, não era de ninguem senão do acaso. E Valentina fez de sua missão mostrar isso a Lucas.

Três anos após a despedida, Lucas ainda tinha na boca o gosto não salgado, mas sim amargo das lagrimas na boca. Após aquele dia nenhuma lágrima escorreu de seus olhos novamente. Lucas podia sentir Valentina, ela estava la, cada vez que sentia um calafrio ele procurava qualquer explicação que nao fosse a única real. Ainda que não tão real assim.
Naquela noite fria de inverno Lucas não resistiu e adormeceu sem perceber. Não demorou e a cena daquela história vem a sua mente. Lucas e Valentina voltavam de uma viagem inesquecível. Em três anos, era a primeira vez que ele estava feliz, o suficiente para esquecer de toda a culpa e perceber Valentina, de verdade. Ela estava ali. Lucas se sentiu leve. Pela primeira vez ele venceu seu fardo. Valentina dizia palavras que o fazia esquecer de tudo que passara, acreditava na fantasia. Era melhor assim. O carro invadiu sua pista, veio de frente ao carro de Lucas, que dessa vez conseguiu desviar. Três voltas, duas vidas, uma, Não, duas. A história se refez, ainda que só em sua imaginação.
Lucas desperta e se depara com seu quarto tomado pela luz do sol, que ofuscava sua vista, que ainda não acreditava no que não havia visto. Seu olhar ao espelho estava diferente, ainda não se importava, mas já não havia descaso. Valentina acompanhava cada passo, pensamento e olhar de Lucas, fazia sua função e tinha a sensação de dever cumprido.
Ele voltou a viver, deu mais uma chance para si. Toda noite a história continua, como deveria ter sido. Ela continua viva, ele também. Três voltas, duas vidas, Zero, duas.




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